A percepção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo que nos rodeia, que se caracteriza pelo facto de exigir a presença de um determinado objecto, da realidade e do conhecimento. O nosso conhecimento do que ocorre neste momento é construído por diferentes sistemas sensoriais: visão, olfato, tacto, gosto e pela sensação dos movimetos corporais.
No que diz respeito à percepção visual, esta é a grande fonte de informação sobre o mundo e também a mais estudada. A percepção visual não regista as imagens passivamente, pelo contrário, ela dá-nos um mundo estável e com significado. É no cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo e é ele que dá sentido ao que vemos e observamos. Tal como referi anteriormente, a percepção visual foi e ainda é alvo de muito estudo e pesquisa, dando origens a teorias como por exemplo a teoria da forma (Gestalt), protagonizada por Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka.
A teoria ou psicologia da forma é uma teoria da psicologia, iniciada no século XIX, que possibilitou o estudo da percepção. A teoria Gestalt explica que o nosso cerebro detecta estimulos diferentes da visão (ponto, linha, cor, movimento, entre outros), reconhecendo-os. Uma frase sempre associada à teoria de Gestalt é: "O todo é maior que a soma das partes", isto é a teoria da forma afirma que não se pode ter conhecimento do todo através das partes, mas das partes através do todo. Assim sendo, o cerebro só pode de facto perceber, descodificar e assimilar uma imagem através da percepção da totalidade.
Bibliografia:
MONTEIRO, Manuela Matos, 2008, "Ser Humano", Porto Editora
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